Toda a arrogância será castigada: O dia em que Anderson Silva envergonhou o Brasil

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Obs: Vale muito a pena ler esse texto ate o fim…

Derrotas fazem parte do cotidiano de todos os seres humanos presentes na terra. Perder é da natureza humana. Quando revisamos nosso passado, podemos observar uma infinidade de situações onde fomos superados. Muitas vezes por circunstâncias, em outros momentos por inimigos e, curiosamente, em alguns momentos, por amigos. O que diferencia o ser humano dos animais é o fato de a nossa espécie possuir consciência. A capacidade de raciocinar e, através disso, conseguir direcionar nossas ações de maneira programada, tornam o homem um “animal” superior aos demais. Porém, em alguns momentos, colocamos esta gloriosa habilidade de lado. Fazemos o que sabemos ser errado e, com total ciência de nossos atos, colocamos absolutamente tudo a perder.

Uma frase dita na hora errada para o chefe. A confissão equivocada para a esposa. A palavra agressiva para o amigo. Sim, muitas vezes cometemos erros na vida sabendo o que estamos fazendo, e isso só nos torna piores, mas reafirma nossa condição humana.
O maior lutador de todos os tempos, ou de toda a história do UFC, provou que o pior tipo de erro é aquele cometido com consciência. A maior forma de fracassar é quando realizamos ações convictos do que estamos fazendo, porém, em algum momento, um equivoco na avaliação coloca tudo a perder. O arrojo de Spider sempre foi sua marca principal. Provocações, gritos, gestos, o som da torcida. Tudo compunha o ambiente dominado pelo peso-médio. Muitos caíram diante de suas provocações, outros temeram e tremeram, por sua confiança. No dia 7 de julho de 2013, as maiores armas de Anderson Silva acabaram com seu reinado. A confiança foi transformada em arrogância, a alegria foi transformada em desrespeito. O triunfo foi transformado em fracasso.
Perder é uma situação recorrente na vida do homem. Das derrotas surgem os maiores. Porém, Anderson Silva fez algo diferente. Com uma coleção de manobras jamais vistas na história do esporte, o brasileiro fez mais do que suas alegadas “tentativas de desestabilizar o rival”. Uma provocação, uma finta, uma ameaça, são movimentos costumeiros na prática das artes marciais. Rebolar, sacolejar e requebrar, são tentativas baratas de humilhação e pela ordem divina, passíveis de punição. Anderson Silva jamais deixaria de ser o ícone do MMA pelo fato de ser derrotado. A questão trata apenas de um simples fato: a conhecida arrogância do campeão foi despachada pela mão esquerda do focada wrestler americano Chris Weidman. Demian Maia sorria enquanto assistia ao desfecho do show. Já esteve na posição de ridicularizado, ainda que sem rebolados e requebradas, mas com uma overdose de tentativas de diminuição.
Tão certo quanto o fato de que iremos ser derrotados diversas vezes em nossa história, é a certeza de que nossos atos errados fatalmente encontrarão consequências. Anderson Silva por alguns minutos esqueceu sua dimensão no Brasil. Esqueceu dos milhões de jovens que buscam inspiração em sua imagem. Esqueceu dos amigos reunidos em torno de uma televisão, das famílias que permaneceram acordadas até tarde. O maior desrespeito apresentado durante o combate não foi em relação ao adversário, mas sim, com cada espectador que esperava uma luta dura, mas que jamais imaginou um espetáculo circense desta envergadura.
O Brasil perde um campeão, como fatalmente ganhará outros brevemente. A disputa entre Anderson Silva e Chris Weidman fornece uma lição fundamental na condução da vida de cada um dos que puderam acompanhar o momento histórico: respeito não se define por palavras. Como o próprio Spider declara seguidamente, “Falar até papagaio fala”. Respeito é medido em ações e no dia 7 de julho de 2013, Anderson Silva mostrou que não existem super-heróis. Toda a arrogância será castigada. Perder faz parte do show, porém, uma derrota nestes termos é diferente de tudo já visto dentro de um octógono ou ringue. Toda a arrogância será castigada e até mesmo os deuses sangram, ou são nocauteados. Anderson Silva envergonhou o Brasil. Tal postura não merece um cinturão.

Fonte: MMA Space

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