Marlon Sandro exalta treinos com José Aldo para volta ao Japão

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Atleta da Nova União retorna ao oriente, onde já fez história, e enfrenta o anfitrião Isao Kobayashi no Pancrase 266, neste domingo, em Tóquio.

O último duelo do carioca foi o triunfo sobre Chris Horodecki, no Bellator 119 / Foto: Felipe Fiorito

Após mais de um ano sem lutar, o carioca Marlon Sandro, um dos atletas mais experientes e respeitados da equipe Nova União, volta a sentir o gostinho de um combate neste domingo, dia 26 de abril. Diante de Isao Kobayashi, o peso-pena (até 66,2kg) retorna ao Japão na edição 266 do Pancrase e quer reviver os ótimos momentos vividos em terras nipônicas, onde foi campeão do Sengoku e teve passagem marcante pelo próprio Pancrase. Para retornar em grande estilo, Marlon contou com a ajuda nos treinos do amigo de longa data e campeão peso-pena do UFC, José Aldo.

Aos 38 anos e com um cartel de 25 vitórias e apenas cinco derrotas, Marlon competiu por três anos pelo Bellator, onde conseguiu sua última vitória, sobre Chris Horodecki, em março de 2014, e foi finalista de duas temporadas do GP dos penas. No Japão, seu último duelo foi em setembro de 2013, quando empatou com Yojiro Uchimura no Pancrase 252 e manteve sua invencibilidade em quatro lutas no evento. Antes disso, o carioca fez história do outro lado do mundo. Além de inúmeros triunfos conquistados entre 2007 e 2010, ele foi campeão do tradicional evento japonês Sengoku.

Quase cinco anos depois do título, o lutador não esconde a expectativa por um retorno ao país que o consagrou. “Estou muito ansioso para essa volta ao Japão. Vivi meus melhores momentos no MMA lutando no país. O reconhecimento que tenho toda vez que vou ao país é algo até difícil de explicar. É outra cultura, outros hábitos, mas eles são muito apaixonados pelo esporte e saber que eu conquistei esse respeito, do outro lado do mundo, com o meu suor e meu trabalho, é muito gratificante. Sou um cara com longo tempo de estrada e essa luta no Japão está servindo para me motivar novamente. Espero dar um grande show para o público que sempre me apoiou”, planeja o lutador brasileiro.

Marlon passou boa parte do último ano focado na preparação dos atletas da Nova União, onde é considerado um dos pilares da equipe e braço direito do líder, Dedé Pederneiras. Nos últimos três meses, porém, o carioca “virou a chave”, iniciou o camp de treinamentos para o duelo deste domingo e contou com a ajuda do campeão peso-pena do UFC, José Aldo Junior, que defende seu título dia 11 de julho, contra Conor McGregor.

“Os últimos meses foram puxados para mim. Eu não estava mais acostumado com esse ritmo de treinamentos, mas me preparei bem fisicamente e não tive nenhum tipo de problema. O Junior (José Aldo) foi muito importante nesse período, porque além de ser meu amigo há muito tempo e me conhecer bem, o cara é o melhor do mundo na categoria, então não tinha como eu estar melhor para esse duelo”, analisa.

Carioca não liga para longa viagem e analisa adversário

O lutador chegou a Tóquio na última quarta-feira, dia 22, após quase 24 horas de viagem. O desgaste e o fuso horário, porém, não são problemas para Marlon, que já vivenciou essa situação em algumas outras oportunidades. “O voo realmente é cansativo e a diferença de horário complica um pouco, mas nada que vá me atrapalhar na hora da luta. Não é a primeira vez que faço a viagem na semana da luta, e sei como fazer para isso não me prejudicar”.

O adversário de Marlon é o japonês Isao Kobayashi. Aos 26 anos, o atleta possui um cartel profissional de 16 vitórias, quatro empates, apenas duas derrotas e nunca foi nocauteado ou finalizado na carreira. Velho conhecido do Pancrase, onde fez 80% de suas lutas, Isao não assusta o brasileiro.

“Estudei um pouco meu adversário e sei que vai ser complicado, mas nada que me assuste. Eu sou experiente, treino com os melhores do mundo e sei que posso vencer qualquer um. O Isao gosta da luta em pé, tem um estilo que casa bem com o meu, então vou para cima dele. Sei também que ele nunca foi nocauteado ou finalizado na carreira, e isso é uma motivação a mais para quebrar esse feito e sair vencedor”, confia.

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