Lucas Mineiro controla ansiedade por retorno auxiliando Thomas Almeida para o UFC 186

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Totalmente recuperado de lesão na costela, peso-pena conta que período sem treinos o ajudou mentalmente, e revela aposta em José Aldo na luta contra Conor McGregor.

Foto: Divulgação

Desde 25 de outubro de 2014 sem lutar, Lucas Mineiro tem sofrido com a ansiedade por um contato do UFC para anunciar seu próximo compromisso na categoria peso-pena (até 66,1kg). Neste período, o lutador passou pelo tempo natural de recuperação pós-luta e, em janeiro, quando intensificou as atividades, sofreu uma lesão na costela que o afastou pouco mais de três semanas dos treinos. Recuperado, está aproveitando o período sem luta para auxiliar no camp de treinamento do companheiro de equipe e amigo Thomas Almeida, que faz seu segundo combate na organização no dia 25 de abril, no Canadá, contra Yves Jabouin pelo peso-galo (até 61,6kg).

Nos treinos com Thomas, Lucas Mineiro atuou como luta o haitiano naturalizado canadense, que venceu 11 vezes por nocaute ou nocaute técnico. Para o lutador, a própria característica de striker o capacitou como melhor parceiro de treino de Thomas Almeida. Tanto que a expectativa de todos na Chute Boxe Diego Lima é por mais um nocaute de Thominhas, que já venceu 13 lutas dessa maneira.

“O Thomas está mais do que preparado para vencer. Está forte, no peso e vem treinando muito duro. Nos últimos dois meses, estudei todos os vídeos do Yves Jabouin e tenho treinado com o Thomas como se fosse o próprio adversário. O pessoal até brinca me chamando de Yves porque estou tão focado ajudando o Thominhas, que faço os mesmos movimentos do Jabouin. Tenho certeza absoluta que será mais um nocaute do Thomas. Pela intensidade dos treinos, sei que ele vai se sair bem na luta”, comenta o peso-pena.

Aos 26 anos, Lucas Mineiro teve evolução meteórica na carreira. Oriundo do muay thai e há apenas quatro anos é profissional de MMA, treinando na Chute Boxe Diego Lima, em São Paulo, já conquistou 15 vitórias em 17 lutas, sendo 11 por nocaute ou nocaute técnico. No UFC desde 2013, venceu três vezes e perdeu duas, e vem de revés em luta muito equilibrada contra Darren Elkins, no UFC 179. O período sem treinos, forçado pela lesão, o fez reforçar o trabalho psicológico para sua recuperação no evento.

“Já tem praticamente dois meses que estou treinando forte, focado e só esperando o UFC me chamar. Nunca treinei tão forte na minha vida. Estou 100% recuperado. Agora, é difícil para um atleta de alto rendimento, que faz quatro treinos por dia, de repente, parar de fazer tudo. Então, eu trabalhei bem minha mente, evoluí bastante a parte psicológica e essa lesão serviu de aprendizado para que pudesse estudar melhor as lutas que já fiz e tirar delas lições para não cometer os mesmos erros”, explica.

Além de evoluir mentalmente durante o período em que esteve fora de combate, Lucas Mineiro exercitou ainda seu lado professor. Há dois anos dando aula de muay thai, inclusive para o vocalista da banda CPM 22, Fernando Badauí, o atleta afirma que a atividade o completa e que o tempo junto dos alunos o fortalece como pessoa.

“Esse período só dando aulas era como se fosse uma terapia para mim. Eu ia à academia dar o treino, espairecia a cabeça e pensava muito menos no fato de estar lesionado. Depois, assistia ao pessoal treinando jiu-jitsu, muay thai, e observava bastante cada movimento. Quando a gente não pode treinar, o estudo de cada movimento se torna muito importante. Meu mundo é esse. Agora já estou pronto para lutar contra qualquer um e esperando o UFC me ligar”, conta.

Para Lucas, cinturão dos penas fica no Brasil

Sobre o assunto do momento na divisão dos penas, Lucas Mineiro mostra confiança na permanência do cinturão no Brasil. O lutador confia na experiência e qualidade do campeão José Aldo na luta contra o irlandês Conor McGregor, dia 11 de julho, no UFC 189.

“Acho que vai ser uma luta muito boa, mas o cinturão vai continuar no Brasil. O Aldo é muito experiente, é faixa preta de jiu-jítsu, tem experiência no muay thai e vai passar por cima do McGregor. O Aldo é um campeão nato, sou fã dele e gosto muito de ver as suas lutas”, finaliza.

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