Jussier Formiga foca nos treinos de muay thai por primeiro nocaute na carreira

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Faixa-preta de jiu-jitsu, peso-mosca potiguar encara Wilson Reis no UFC Fight Night 67 em busca da terceira vitória seguida na organização.

Após lesionar o joelho na reta final de preparação para luta contra John Moraga, em novembro do ano passado, Jussier Formiga visualiza no combate contra Wilson Reis, dia 30 de maio, no UFC Fight Night 67, em Goiânia, uma chance de conquistar seu primeiro nocaute no MMA. Para isso, o potiguar, faixa-preta de jiu-jítsu, acredita que os treinos de muay thai com os companheiros de Nova União, no Rio de Janeiro, o habilitam para apresentar uma grande evolução na trocação dentro do octógono.

Com um cartel de 17 vitórias, sendo oito por finalização e nove por decisão dos juízes, além de três derrotas, Jussier Formiga sabe que uma vitória sobre o compatriota é fundamental para mantê-lo bem ranqueado entre os pesos-moscas (até 57,1kg). A meta estabelecida pelo atleta, atualmente número cinco do ranking da divisão no UFC, é disputar o cinturão. Embalado por duas boas vitórias, o lutador pretende apresentar uma estratégia ainda mais agressiva em pé para ficar mais próximo do objetivo.

“Eu pratico jiu-jítsu desde os meus 13 anos, mas eu luto MMA e, por isso, treino bastante muay thai e boxe na Nova União. Só tem fera na luta em pé na equipe: José Aldo, Renan Barão, Dudu Dantas, que são conhecidos por essa agressividade. Então, vejo minhas lutas passadas, analiso onde errei, onde posso melhorar, e coloco em prática nos treinamentos. O instinto natural é levar a luta para baixo, mas vou sufocar em cima. A chave é a constante movimentação, sempre andar para frente e não deixar ele respirar. Não posso relaxar um segundo porque o adversário tem suas qualidades também. Vou mostrar em Goiânia que posso levar perigo também em pé”, conta o potiguar.

Também oriundo do jiu-jítsu, Wilson Reis possui um cartel de 19 vitórias e cinco derrotas. Assim como Formiga, seus triunfos estão divididos entre finalizações – nove – e decisões dos juízes – dez -. O potiguar estuda as armas que Wilson costuma apresentar dentro do octógono para não ser surpreendido pelo oponente..

“Infelizmente, vai ser uma luta contra um compatriota e a torcida acaba ficando dividida. Mapeei bem o adversário e conheço bastante ele. Sei que é faixa-preta de jiu-jítsu também, além de uma mão pesada. Se ele vier para o jogo de chão, me sinto confortável. Se ele quiser a trocação, estou muito bem treinado também. Não posso focar apenas no que ele pode fazer. Tenho minhas características, minhas qualidades e tenho que explorar isso. Deixar ele na defensiva e preocupado com o que posso fazer lá em cima. De um jeito ou de outro, tenho certeza que quem acompanhar a luta vai ver muita disposição e técnica”, avisa.


Força da família para vencer

Além da rotina de treinos pesados na Nova União, Formiga afirma que a energia dos familiares é fundamental para ele superar os obstáculos que encontra na carreira. Aos 30 anos, festejados no último dia 14, Jussier interrompeu o camp no Rio de Janeiro para passar 10 dias junto aos parentes e amigos em Natal, no Rio Grande do Norte. Segundo o lutador, o período foi necessário para ele retornar aos treinamentos ainda mais focado e determinado a vencer a terceira luta seguida no UFC.

“Eu comecei o camp no Rio de Janeiro no final de março, treinei oito dias e fui comemorar meu aniversário com minha família, em Natal. Esse tempo junto deles e a sensação que sinto em casa me dá uma força para continuar, para melhorar em tantos aspectos que nem eu sei explicar direito. Voltei para o Rio com a bateria recarregada, muito focado e cheio de disposição para passar por cima de todo mundo. Ainda tem mais cinco semanas de camp, de muito esforço e dedicação, mas necessários para chegar 100% na luta em Goiânia. Estou completamente focado para vencer mais essa batalha e representar bem minha equipe, minha família e todo estado do Rio Grande do Norte”, finaliza.

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