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WGP #32: Bruno Gazani esquece retrospecto diante de Ravy e aposta em intercâmbio para conquista do título

Bruno Gazani

Foto: Divulgação

O paulista Bruno Gazani terá um velho conhecido pela frente em seu próximo desafio no WGP Kickboxing. O lutador protagoniza a luta principal da edição 32 do maior evento de trocação da América Latina ao lado do atual campeão dos super-médios, Ravy Brunow. Os dois já se encontraram em três oportunidades, sendo a última delas no WGP, com Ravy levando a melhor em todas. O duelo no WGP #28, inclusive, gerou polêmica, com opiniões divididas sobre o vencedor. Disposto a escrever um novo capítulo dessa história, Gazani evitar falar do último embate entre eles e foca nos treinamentos para obter um resultado diferente no próximo dia 16, em Lauro de Freitas, na Bahia.

Para isso, o lutador aposta em uma evolução de seu jogo depois de passar cerca de 40 dias na Holanda, para um período de treinamentos com grandes nomes do kickboxing mundial, como o gigante Semmy Schilt. “A expectativa para essa luta está muita boa, aprendi algumas coisas diferentes na Holanda e sinto que evoluí bastante após esse período que passei lá. Estou dando continuidade aqui no Brasil, me sentindo muito bem e confiante. Tenho certeza que dessa vez a história vai ser diferente”, afirma.

Aos 30 anos, Gazani não percorreu o caminho tradicional da maioria dos lutadores, que têm seus primeiros contatos com as artes marciais ainda na infância ou na adolescência. O paulista de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, começou no muay thai apenas aos 20 anos de idade. Fã de Mike Tyson, Gazani não demorou muito para migrar para o kickboxing, e desde então soma 52 lutas, com 47 vitórias e apenas 5 reveses. A última dessas derrotas foi para o adversário do próximo dia 16, quando foi superado na decisão dividida por Brunow, no WGP #28, em dezembro do ano passado. Derrota que ele não engoliu até hoje, mas prefere não se prolongar sobre o assunto.

“A primeira luta já passou, não adianta eu ficar me lamentando porque isso não vai trazer o cinturão. Estou trabalhando duro e me dedicando bastante nos treinos. Vou fazer um jogo diferente, colocar ainda mais pressão e volume para não deixar dúvidas dessa vez. Vou estar sempre procurando o nocaute que aí não tem juiz que tire minha vitória”, afirma Gazani.

A última vez que o lutador subiu em um ring foi no WGP #30, realizado em maio. Na oportunidade, Gazani atuou em São Bernardo do Campo, sua cidade natal, e derrotou o argentino Emanuel Ramponi com um lindo nocaute após uma joelhada voadora. Diante de Ravy, o paulista estará em uma situação oposta que viveu na sua última apresentação, já que o rival é natural da Bahia, local do evento. Mas engana-se quem pensa que isso preocupa Gazani.

“Eu penso que vou estar lutando em casa, porque sempre que eu subo em um ring me sinto em casa. Qualquer lugar do mundo que eu lutar vou me sentir em casa, seja em São Bernardo, na Bahia ou na China. O mais gostoso é você ver o ginásio lotado, independente se estão me apoiando vaiando. Gosto de sentir aquele clima de luta e isso me motiva demais”, garante.

O WGP #32 conta ainda com diversos duelos emocionantes. Entre eles está a co-luta principal da noite entre Barbara Nepomuceno e a chilena Aylin Sobrino, pelo cinturão peso-super- médio (+70kg) da organização. O card também tem a presença do último campeão do Challenger GP dos cruzadores (até 85kg), o baiano Junior Alpha, que desce de divisão para encarar Ruan Ferreira pela categoria dos meio-pesados (até 80kg).



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