WGP #32: atual campeão, Ravy Brunow exalta boa fase e provoca Bruno Gazani

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Foto: Divulgação

No próximo dia 16 de julho, o WGP promove sua 32ª edição com um card que vem gerando muita expectativa. Pela primeira vez na Bahia, mais precisamente no munícipio de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, o evento terá a esperada revanche entre Ravy Brunow e Bruno Gazani, pelo título peso-meio-médio (até 71,8kg). Os dois se enfrentaram três vezes, sendo apenas uma no WGP, e com vitória de Ravy em todas as oportunidades. Na edição 28, em dezembro do ano passado, Brunow superou Gazani por decisão dividida na sua primeira defesa de título.

Natural de Eunápolis, cidade de cerca de 115 mil habitantes no sul da Bahia, Ravy Brunow começou nas artes marciais aos 14 anos praticando muay thai e não demorou muito para migrar para o kickboxing. O que começou apenas pelo objetivo de se defender na escola onde estudava, virou paixão e Ravy decidiu seguir a carreira. Aos 18 anos, abandonou família e amigos e embarcou rumo a São Paulo em busca do sonho de ser lutador, além de uma qualidade de vida maior. Mas a vida na capital paulista não foi fácil e Ravy passou dificuldades nos dois primeiros anos.

“Vim da Bahia para São Paulo na cara e na coragem. Deixei toda minha família lá e já estou há dez anos aqui. Fiquei uns dois anos comendo só arroz e salsicha porque não tinha dinheiro para comer. Hoje consigo me manter dando aulas e no tempo livre me dedico aos treinamentos”, afirma o atleta, que hoje está com 28 anos.

Apesar da idade, Brunow soma um currículo de um veterano no kickboxing profissional. São 64 lutas, com 53 vitórias e apenas oito derrotas. Entre os títulos estão os campeonatos brasileiro e pan-americano de kickboxing, além do cinturão peso-meio-médio do WGP, que Brunow defende no próximo dia 16 contra um velho conhecido. O baiano já encarou Bruno Gazani em três oportunidades – venceu todas -, sendo a última pelo título do próprio WGP, em duelo muito disputado e polêmico. O bom aproveitamento diante do paulistano dá ainda mais confiança a Brunow, que aproveita para dar uma alfinetada no rival.

“Minha rivalidade com o Gazani vem de muito antes da última luta. Já fiz parte da equipe que ele faz parte hoje, quando eu saí ele estava entrando. Na última luta ele foi bem, mas não foi suficiente para ganhar do campeão, vai ter que treinar um pouco mais”, provoca. “Ele sempre vai vir com pé atrás porque sabe que vai estar lutando comigo. Não adianta falar que não, porque eu sei que vai. Vou ganhar de novo e dessa vez vai ser a última luta entre a gente”.

Além de ter vencido Gazani no último duelo, Brunow vem em uma fase espetacular. O baiano soma sete triunfos consecutivos no evento e está invicto na organização. Para se manter assim, ele sabe onde precisa tomar cuidado para não ser surpreendido por Gazani. “O jogo dele é muita mão, coloca bastante volume também. Um jogo que eu conheço bem. Não acho ele um cara tão perigoso assim. Vejo o gás dele como maior perigo, tem muita resistência, aguenta bastante e bate o tempo todo sem cansar”, afirma Ravy.

Distância não é problema e Ravy terá torcida particular

Apesar de estar lutando em seu estado natal, Ravy Brunow não vai estar tão em casa assim. Isso porque a cidade de Eunápolis, onde o lutador nasceu, fica a cerca de 600 km do local do evento, e a viagem não sai por menos de 7 horas. Mesmo assim, Brunow contará com a presença de amigos e familiares de sua cidade.

“Minha cidade é um pouco longe de Salvador, mas estou muito feliz. É um sonho meu lutar na Bahia, no meu estado, estou bastante ansioso por conta disso. Tem uma galera que vai sair da minha cidade só para me ver lutando e espero fazer bonito”, encerra.

O WGP #32 conta ainda com diversos duelos emocionantes. Entre eles está a co-luta principal da noite entre Barbara Nepomuceno e a chilena Aylin Sobrino, pelo cinturão peso-super-médio (+70kg) da organização. O card também tem a presença do último campeão do Challenger GP dos cruzadores (até 85kg), o baiano Junior Alpha, que desce de divisão para encarar Ruan Ferreira pela categoria dos meio-pesados (até 80kg).

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