Thomas Almeida festeja ‘torcida organizada’ e aprimora wrestling para duelo com Birchak

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Brasileiro, que lutará em casa, foca na especialidade do rival e projeta novo nocaute para levantar seus torcedores; No Dia do Mestre, mentores são lembrados.
Thominhas vem de vitória sobre Brad Pickett em julho deste ano / Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto
No próximo dia 7 de novembro, em São Paulo, o paulistano Thomas Almeida faz seu quarto compromisso no UFC e enfrenta o norte-americano Anthony Birchak, no UFC Fight Night 77. Para manter o aproveitamento perfeito no Ultimate (até então foram três vitórias, uma por decisão unânime sobre Tim Gorman e as duas últimas por nocautes, aplicados em Yves Jabouin e Brad Pickett), Thominhas e sua equipe bolaram a estratégia ideal: aprimorar o wrestling, ponto forte do rival, defender as quedas e controlar as ações do combate. Além disso, o lutador, que estará em casa, contará ainda com uma verdadeira torcida organizada, com direito a uniforme e cânticos de sua academia, a Chute Boxe Diego Lima.
Ciente da especialidade de seu próximo oponente na luta olímpica, Thomas vem trabalhando para neutralizar a principal característica do adversário e pretende fazer de tudo para manter o confronto em pé, utilizando toda a sua habilidade de trocação, que tanto lhe rendera triunfos memoráveis. Apesar da boa impressão causada nos três primeiros duelos na franquia norte-americana, com grandes atuações e golpes de alta plasticidade, o atleta garante que a busca pela vitória é o único objetivo quando está no octógono e que executa os mesmos movimentos que pratica diariamente. 
“O Birchak é um bom wrestler e estou focado na especialidade dele nessa reta final de preparação, sempre tomando cuidado para não me machucar. Preciso estar bem para defender as quedas, que é o que ele vai tentar, e manter a luta em pé. Eu venho embalado por uma sequência muito boa na trocação e os fãs e a organização do UFC gostam desse meu estilo, que vem dando certo, então não preciso mudar. Fico feliz por conseguir utilizar nas lutas os mesmos golpes que treino dia após dia, alguns são bonitos, mas eu só penso em vencer meu adversário, não importa a maneira”, afirma o brasileiro.
O paulista lutará pela primeira vez em sua cidade natal pelo Ultimate e subirá no octógono pela quarta oportunidade no intervalo de um ano. A quantidade de lutas não o incomoda enquanto estiver bem fisicamente e a possibilidade de mostrar seu trabalho no UFC aos amigos e familiares o motiva ainda mais. O ginásio do Ibirapuera terá cerca de 400 pessoas fazendo parte de sua torcida particular, devidamente uniformizada com o logotipo de sua equipe, a Chute Boxe Diego Lima.
“Eu gosto mesmo é de estar sempre em atividade e essa sequência que o UFC me proporcionou é ótima para mim. É importante poder mostrar meu trabalho e se não estou com dor ou com alguma lesão, quero mais é lutar mesmo, o máximo possível. Porém sempre respeitando o limite do meu corpo”, afirma. “Lutar em casa é diferente, meus amigos e familiares darão um ânimo extra e essa galera que vai uniformizada também será de muita ajuda. Um nocaute seria perfeito para levantar minha torcida, mas independente de como for tenho certeza que vamos mostrar o poder da Chute Boxe a todos que acompanham o esporte. Nossa união é nossa família”, assume Thominhas.
No Dia do Mestre, agradecimento especial aos mentores
O bom momento vivido por Thominhas não se restringe ao Ultimate. O paulista, prestes a completar quatro anos de sua estreia oficial no MMA, possui 19 vitórias em seu cartel profissional e ainda não sentiu o gosto da derrota. Mais impressionante ainda é a quantidade de nocautes aplicados e o repertório de golpes com o qual conseguiu a façanha. Aos 24 anos de idade, o lutador já derrubou 15 oponentes com socos, chutes, joelhadas e cotoveladas. 
Os números de Thomas Almeida ratificam seu poderio e explanam uma carreira perfeita até o momento. Vê-lo em ação é garantia de espetáculo, e boa parte desse sucesso deve-se ao apoio de seus professores. Treinado desde o início de sua caminhada no mundo das lutas por Jorge Patino Macaco e, posteriormente, também por Diego Lima, o lutador, nesse Dia do Mestre, faz questão de ressaltar a importância de seus mentores.
“O Macaco é o cara com quem iniciei desde moleque. Comecei na academia dele e sempre contei com incentivo para seguir carreira. Até hoje ele é uma inspiração para a gente, tá ai com 42 anos e em plena forma, botando muito moleque no chinelo. Com o Lima tenho uma relação ainda mais próxima e nem tenho palavras para descrever. É a pessoa que realizou meu sonho e que sempre acreditou em mim, que insiste em me ajudar e me ver crescer no esporte. Muitas vezes eu não acreditei em mim mesmo e ele estava lá para me apoiar e me convencer de que eu era capaz. São grandes amigos e merecem ser reconhecidos, pois o meu sucesso deve-se muito a eles”, revela Thomas. 

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