Thomas Almeida fecha primeiro ano de UFC ‘com chave de ouro’ e vibra com reconhecimento

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Após nocautear Anthony Birchak e acumular o quarto triunfo em um ano na franquia, atleta da Chute Boxe Diego Lima assume a sexta posição no ranking peso-galo.

Thominhas vem de vitória sobre Brad Pickett em julho deste ano / Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto

O UFC Fight Night 77, realizado no último sábado, em São Paulo, foi de grandes vitórias para os principais brasileiros do card, mas um deles teve motivos extra para comemorar. O paulistano Thomas Almeida nocauteou Anthony Birchak de maneira espetacular, ainda no primeiro round, e alcançou sua quarta vitória em quatro lutas no octógono, a terceira desta forma, no curto período de um ano. De quebra, conquistou o quarto bônus, o terceiro de performance da noite. O melhor de tudo: em casa, diante da torcida, amigos e família, que compareceram em peso ao ginásio do Ibirapuera.
As atuações do atleta da Chute Boxe Diego Lima já haviam rendido elogios dos executivos do Ultimate e dos fãs. No entanto, o lindo nocaute aplicado no último sábado chamou a atenção também de lutadores da franquia, como os tops do peso-médio Luke Rockhold e Michael Bisping, que se manifestaram nas redes sociais junto ao presidente do UFC, Dana White, novamente impressionado. Até mesmo seu adversário, minutos depois de ser brutalmente nocauteado, ainda no octógono, apontou Thominhas como futuro campeão peso-galo do UFC. 
“Fiquei muito feliz com essa repercussão toda da luta, sinto que hoje sou uma realidade dentro do UFC, mas sei também que tenho que dar um passo de cada vez”, comenta o paulistano de 24 anos. “Ver lutadores consagrados comentando minha atuação é muito satisfatório, uma sensação indescritível de dever cumprido. Em relação ao Birchak, realmente foi um pouco surpreendente ouvir isso dele após a luta, mas fiquei muito feliz. Ele é um cara duro e do bem, foi um prazer lutar com ele e espero que sua ‘profecia’ se concretize”, brinca.
O triunfo sobre o norte-americano foi o 21° da carreira de Thominhas, sendo o 16º nocaute, e o alçou ao sexto lugar no ranking peso-galo, subindo duas posições. Os números impressionam, mas o atleta mantém o mesmo discurso humilde de quando entrou no Ultimate. “Vou treinar cada vez mais para estar sempre evoluindo e, apesar de estar entre os tops da categoria, não quero pensar em próximo adversário. Nunca escolhi adversário e não é agora que estou colhendo os frutos do meu trabalho que vou mudar. Quem o UFC mandar estarei bem preparado para enfrentar”, afirma.
Thomas Almeida relembra ‘atmosfera mágica’
Para conseguir emplacar o quarto triunfo consecutivo na franquia norte-americana, Thomas contou com o apoio de cerca de 400 amigos e companheiros de treino uniformizados com camisetas e bandeiras da Chute Boxe Diego Lima. Tão festejado, ou mais, que Vitor Belfort, Thominhas promete nunca esquecer a noite de 7 de novembro, praticamente no dia que completou um ano como contratado do UFC – sua estreia foi em Uberlândia-MG, no dia 8 de novembro de 2014.
“Foi demais sentir a energia da galera. Eu já tinha lutado no Brasil pelo Ultimate, mas estar em casa foi completamente diferente. Óbvio que ali dentro não dá para ouvir muita coisa, porque ficamos muito focados na luta, mas a atmosfera mágica que senti na hora que entrei no ginásio com certeza foi um fator motivacional extra. Fechei o ano com chave de ouro, lutando para meus amigos e familiares. Foi demais e agradeço ao Giovani (Decker, presidente do UFC no Brasil), que está fazendo um trabalho impecável. Ele fez essa luta inesquecível para mim acontecer”, celebra.

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