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Thales Leites completa dez anos de UFC e relembra momentos importantes da carreira

Brasileiro, que já disputou cinturão contra Anderson Silva, luta no dia 19 de novembro, em São Paulo; será sua 17ª luta no maior evento de MMA do mundo.

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Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto

Aos 35 anos de idade, Thales Leites vive um momento mais do que especial às vésperas de lutar no card principal do UFC Fight Night 100, em São Paulo, no próximo dia 19, contra o polonês Krzysztof Jotko. Nesta sexta-feira, dia 11 de novembro, ele celebra exatos dez anos de carreira no maior evento de MMA do planeta, e a consolidação de uma trajetória vitoriosa e marcada pela superação de uma demissão inesperada. Nessa década de ação foram 23 combates disputados, sendo 16 pelo Ultimate, com 17 vitórias no total, 11 delas no octógono, e apenas seis derrotas.

Então uma jovem promessa de 25 anos de idade e invicto em quase três anos de carreira, Thales Leites se credenciou a lutar pelo UFC com uma vitória por finalização no primeiro round sobre o lendário José “Pelé” Landi. O rival de sua estreia, em Las Vegas, era o dinamarquês Martin Kampmann, também jovem à época, mas que realizava seu segundo duelo na organização e vinha de vitória.

“Minha carreira estava perfeita. Estava invicto e assinei com o UFC. Foi o grande momento no MMA para mim, até então”, relembra Thales. “Peguei um adversário duro. O Kampmann também era novo, mas muito forte. Ganhei o primeiro round e perdi os outros dois. Senti a pressão de estar no UFC, o que é normal, porque sou um ser humano e isso não foi o fim do mundo para mim. Mais cedo ou mais tarde aconteceria e fiquei bastante tranquilo, tanto nessa como nas outras derrotas, buscando evoluir”.

Disputa de cinturão e demissão inesperada

Poucos poderiam prever, mas estava ali um futuro desafiante ao cinturão da categoria peso-médio (até 83,9kg), então dominada pelo brasileiro Anderson Silva. Sem ligar para a primeira derrota, engatou cinco vitórias seguidas nos três anos seguintes e recebeu a chance, em 2009, aos 28 anos, de enfrentar o astro-rei do UFC. Uma derrota complicada, que veio seguida de um revés para Alessio Sakara e uma inesperada demissão, algo muito pouco usual nos dias atuais.

“Venci cinco lutas seguidas e logo tive a chance de disputar o cinturão contra o Anderson, que estava no auge da carreira. Sabia que seria difícil, ele era muito forte, mas entrei confiante para mostrar meu jogo. Tentei levá-lo para o chão, mas não consegui, ele foi muito estratégico e dominante, anulou meus pontos fortes. Como sempre disse, na época eu não tinha maturidade para ser o campeão, não mostrei por que merecia ser o desafiante e acabei perdendo a chance”, analisa.

A demissão foi frustrante para o atleta da Nova União. “Foi difícil, não tive nenhuma explicação na época, só disseram que não precisavam mais de mim. Foi uma luta parelha contra o Alessio e não sei se realmente perdi. Na hora fiquei pouco chateado, era mais inexperiente, mas percebi que precisava me focar e treinar mais. Olhando para trás, hoje em dia vejo que foi bom por causa do amadurecimento que tive”, conta.

Volta avassaladora e Top 15 da divisão

A nova oportunidade foi surgir apenas em 2013, depois de realizar sete lutas por outras organizações, com seis vitórias. Mais maduro, como gosta de frisar, retornou em grande estilo, com cinco vitórias seguidas, sendo duas por nocaute e uma por finalização. Credencial no Top 15 do peso-médio garantida.

“Foi um volta diferente. Consegui emplacar nocautes e mudei bastante meu jogo. Sou mais inteligente, mais experiente. Acredito que a saída do UFC, naquela época, teve uma grande valia para mim, porque me fez adquirir mais experiência e focar mais no que precisava evoluir. Agora, estou maduro e no Top 15. Acredito que esta divisão é mais dura e equilibrada. Todos que estão entre os melhores podem ter a oportunidade de ser campeão. Basta estar na hora certa e no momento certo”, argumenta.

Depois da quina, Thales teve a chance de enfrentar o hoje campeão Michael Bisping, contra quem fez uma luta duríssima de cinco rounds e perdeu na decisão dividida. Já em 2016, foi derrotado por Gegard Mousasi, mas se recuperou com vitória sobre Chris Camozzi, por finalização no terceiro round.



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