Poliana Botelho festeja contrato com o UFC e projeta descida tranquila ao peso-palha

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Mineira assinou com a organização nesta terça-feira, dia 3, e apesar de não ter luta marcada já está cortando peso; atleta fará camp de Claudinha Gadelha.
Poliana conquistou o cinturão mundial do XFC em seu último duelo / Foto: Felipe Fiorito
Quando começou a praticar muay thai para cuidar do corpo, em 2012, a ideia de se tornar uma lutadora de MMA ainda passava longe da cabeça de Poliana Botelho. Ser contratada pelo UFC, então, era algo praticamente inimaginável. Nesta terça-feira, dia 3 de maio, a mineira de Muriaé alcançou o sonho máximo de muitos, e assinou contrato com o UFC, coroando uma curta e bem-sucedida carreira, iniciada profissionalmente há menos de três anos. Poliana passa a integrar a divisão peso-palha (até 52,6kg) do Ultimate, uma grande mudança, já que sempre atuou como peso-mosca (até 57,1kg), ou seja, uma diferença de quase cinco quilos.
Para se adaptar à mudança, Poli já está em regime de corte de peso e se testará no camp da companheira de treinos Claudia Gadelha. A amiga disputará o cinturão peso-palha do UFC diante da campeã Joanna Jedrzejczyk, dia 8 de julho, em Las Vegas.
De Muriaé para o mundo, uma das principais revelações do MMA
Em 2013, Poliana Botelho decidiu dar passos maiores do que apenas o treino básico de muay thai. Após duas lutas amadoras, foi aconselhada pelo conterrâneo Yan Cabral, hoje também atleta do UFC, a viajar para o Rio de Janeiro e treinar na Nova União. Na academia de André Pederneiras, agradou e foi acolhida pelos companheiros para fazer parte da equipe. Mas dois nomes em especial mudaram sua vida: o treinador Rafael Vinicius e a lutadora Claudia Gadelha.
Apadrinhada por Rafael, que enxergou a possibilidade de lapidar o enorme talento daquela menina do interior e respaldada pelo aprendizado diário ao lado de Gadelha, multicampeã no jiu-jitsu e uma das principais lutadoras de MMA na sua categoria, Poliana iniciou sua carreira profissional. Em dois anos, disputou seis lutas, venceu cinco – todas por nocaute ou nocaute técnico – e conquistou tanto o torneio quanto o cinturão do XFC na categoria peso-mosca. As grandes atuações chamaram a atenção do UFC.
“Estou muito feliz e realizada. Quando comecei nunca imaginei chegar até aqui em tão pouco tempo. Essa sensação é indescritível. Mas estou vendo essa nova fase como um início de uma caminhada, cheguei no maior evento do mundo e agora é a hora de mostrar realmente meu valor. Dentro do octógono é sempre igual, sou eu contra minha adversária e garanto que minha gana e minha vontade de chegar ao topo só aumentam a partir de agora. Vou mostrar mais, querer mais e vou chegar mais preparada do que em qualquer luta que já fiz”, afirma Poliana Botelho.
Um dos fatores que contribuíram para seu ingresso no Ultimate foi o fato de ter estado na casa do TUF 23, gravado em fevereiro, em Las Vegas, para ser a treinadora particular de Claudinha Gadelha. A companheira de Nova União lidera as equipes ao lado de Joanna Jedrzejczyk. Nesse período, Poli também treinou na Xtreme Couture MMA, onde ajudou no camp de Miesha Tate, que viria a conquistar o cinturão peso-galo, destronando Holly Holm. Toda essa experiência e a chance de conhecer o matchmaker Sean Shelby e o presidente Dana White deixam a mineira mais à vontade para seu ingresso na organização.
“Foi muito bom esse período nos EUA, pude conhecer os executivos do UFC, além de participar do ambiente vivido por eles. Os treinos na Xtreme foram muito proveitosos e pude ampliar meus conhecimentos sobre todas as artes marciais. Chego pronta para mostrar meu talento no UFC, e mesmo ciente que ainda tenho muito a evoluir, estou confiante em conquistar meu espaço. Não posso deixar de agradecer a Claudinha, que me ajudou muito desde que cheguei na academia, ao Rafael, que é mais que um professor, é um irmão, e ao Dedé, que não mediu esforços para me ajudar quando precisei e conseguiu essa chance no UFC”, destaca. 
Descida ao peso-palha não preocupa
Campeã mundial do XFC pela divisão dos moscas, Poliana vai precisar descer de categoria para ingressar no UFC, já que a divisão até 56,7kg não foi aberta oficialmente pela organização. Ciente da dificuldade do processo, a mineira já iniciou uma rigorosa dieta e garante que não vai ter problemas para atingir a marca de 52,6kg, limite do peso-palha. 
“Não tenho previsão de luta, mas já estou em processo de redução de peso. Já faço dieta e preparação física forte para quando me chamarem já estar pronta. Vai ser um trabalho diferente, porque que nunca bati 52kg. Mesmo assim, creio que se fizer tudo direitinho, seguindo as recomendações, não terei maiores problemas”, encerra a lutadora.

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