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Pensando luta a luta, Bruno Cerutti se inspira em Deucélio para chegar ao cinturão dos leves do WGP

Lutador paranaense faz umas das três Super Fights entre Brasil vs Argentina contra Lucas Arce.

Bruno Cerutti

Foto: Renata Candido

Aos 24 anos e discípulo de um dos maiores lutadores de kickboxing do Brasil e do mundo, Deucélio Rodrigues, Bruno Cerutti sonha em chegar longe na carreira e já quer começar a mostrar serviço no dia 10 de setembro, em Guarapuava, sua cidade natal, no Paraná, no WGP #33. O jovem lutador fará uma das três Super Fights entre Brasil vs Argentina contra Lucas Arce na divisão até 60kg (leves). E depois das oportunidades que surgiram no último Challenger GP, quando foi derrotado por Gustavo Piacentini, o paranaense vê evolução em seu jogo e sabe que vencer o argentino pode galgar novos passos na carreira.

“Estou focando na estratégia. Já lutamos em fevereiro e a luta foi muito dura, em cinco rounds os dois saíram esgotados e machucados. Estou percebendo muito o jogo dele, ele usa muito os chutes de esquerda e foi o que ele usou muito na outra luta. Achei isso o diferencial dele. É um atleta muito forte e completo”, comenta sem esquecer do que aprendeu no CT Célio Rodrigues:

“Ouço tudo o que mestre Deucélio fala. É nele que quero me inspirar para chegar longe no kickboxing. Confio no meu potencial e confio nos ensinamentos que vou absorvendo. Além disso, estarei lutando em casa. A cidade inteira do meu lado, conheço muita gente. Estou em uma grande expectativa pela torcida e de fazer uma grande luta”, comenta.

Para ele, a raça argentina não se difere muito do que os brasileiros podem apresentar dentro do ringue. Mesmo sabendo dos perigos que ele e seu companheiro de equipe, Jhonatan Leuch, vão enfrentar contra Arce e Capllonch, respectivamente, Cerutti está confiante.

“A diferença entre os brasileiros e argentinos pelo que pude ver, eles são mais do chute. O Capllonch que vai lutar com o Jonathan também é assim. O Arce como disse, o Alsina contra o Guto foi a mesma coisa. Eles possuem esse ponto forte, são raçudos, guerreiros e não se entregam. É difícil ver eles serem nocauteados ou desistência. Não vejo como diferença, porque sou assim também, mas eles tem essa característica”, opina.

Na terceira colocação do ranking dos leves, Cerutti soma quatro duelos no WGP com duas vitórias e duas derrotas. No cartel, ele venceu quatro de seus sete combates como profissional.

“Cada luta, cada adversário é uma história diferente. Tenho que me preparar para o rival seguinte, mas sempre pensando alto. Treino para cada luta, mas almejo algo maior todos os dias. Cada luta é uma estratégia. Meu foco é vencer o Arce para me ver cada vez mais alto no ranking e na vontade de ser o maior da divisão. Sou agressivo, tomo iniciativa, não fico na estratégia esperando”, afirma.



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