Nota Oficial: Ronaldo “Jacaré” Souza

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Lutador brasileiro se posiciona sobre o teste positivo no antidoping de Yoel Romero, seu último oponente no UFC.
Ronaldo Jacaré e Yoel Romero se enfrentaram em dezembro de 2015 (Divulgação/UFC)
Após amargar um polêmico revés na luta diante do cubano Yoel Romero, em dezembro de 2015, Ronaldo “Jacaré” Souza foi surpreendido, como toda comunidade do MMA na noite dessa terça-feira, dia 12, pelo anúncio que seu algoz foi notificado por uma possível violação na política antidopagem da Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada), responsável pelos testes aplicados nos lutadores do UFC. 
Sentindo-se prejudicado pelos testes iniciais realizados em Romero e confiando na credibilidade da entidade reguladora da organização, o lutador brasileiro espera por uma revisão no resultado de seu último combate, além de ter uma chance ao título da categoria peso-médio do UFC (até 83,9kg) já em sua próxima luta, uma revanche contra o norte-americano Luke Rockhold, atual dono do cinturão da divisão. Abaixo, Jacaré se posiciona sobre o assunto:
Em setembro de 2015, três meses antes de subir no octógono do UFC 194, completei 12 anos de carreira no MMA profissional. Ao longo de todos esses anos, dediquei horas e horas do meu dia em treinos intensos visando uma única coisa: me tornar campeão do UFC. Quando estive próximo de conquistar o posto de desafiante número 1 da categoria, fui derrotado em uma contagem de pontos questionável por parte dos juízes laterais. Aceitei o revés, mesmo sendo de maneira dolorida, voltei para a academia e recomecei a caminhada que segue com o mesmo objetivo de sempre. 
Pouco mais de um mês depois do embate contra Yoel Romero, na noite dessa terça-feira, fui surpreendido pela informação de que meu adversário falhou em testes realizados pela Usada antes de nos enfrentarmos. Fiquei triste, pois dói saber que todo o empenho e esforço de meses de treinamento foram por água abaixo ‘superados’ por uma trapaça, um rendimento mentiroso do homem que estava no outro córner do octógono. Não o julgo, mesmo com a má atitude explícita ainda na luta, quando ele violou as regras do combate e agarrou a grade do cage invertendo uma posição que acabou sendo crucial para o desenrolar do embate. Somos humanos, erramos em algumas decisões que tomamos na vida. Porém, quero que a justiça seja feita. 
Não posso ficar com uma derrota no cartel para um lutador que violou a política antidoping da Usada, uma instituição com alta credibilidade mundial. Ao final de todo o processo de julgamento, caso Romero seja declarado culpado, espero que a decisão de No Contest (luta sem vencedor) seja aplicada por parte da Comissão Atlética de Nevada, órgão responsável pela luta do UFC 194. E, como a luta dava ao seu vencedor uma chance ao título da categoria, espero que minha próxima luta seja contra Luke Rockhold, atual dono do cinturão. Nos enfrentamos em 2011, ainda pelo extinto Strikeforce, e temos assuntos inacabados para serem resolvidos. 
Encerrando, agradeço por todo apoio que tenho recebido dos fãs, seja pelas ruas ou através das redes sociais, desde o momento em que deixei o octógono com aquela injusta derrota. Agora, com todo o ocorrido com meu adversário daquela ocasião, tenho recebido muitas mensagens de apoio para que minha revanche contra Rockhold aconteça em breve. Se o show do UFC é feito para os fãs, espero que a vontade deles seja atendida. 
Ronaldo “Jacaré” Souza
Sobre Ronaldo “Jacaré” Souza
Natural de Vila Velha, no Espírito Santo, e radicado em Manaus, capital do Amazonas, Ronaldo Souza, o Jacaré, iniciou sua trajetória nas artes marciais aos 17 anos, em treinos de judô e jiu-jitsu. Na arte suave, conquistou o mundo em 2003, mesmo ano de estreia no MMA profissional, quando ainda era faixa-marrom na modalidade. Nos tatames, é pentacampeão mundial, além do título do ADCC em 2005. Nos cages, conquistou o título peso-médio (até 83,9kg) do extinto Strikeforce, em 2010, seguindo para o UFC em 2013. Aos 32 anos, Jacaré registra um cartel profissional de MMA com 27 lutas, sendo 22 vitórias, quatro derrotas e uma luta decidida em No Contest (sem vencedor).

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