Mackenzie Dern quer vitória para homenagear mulheres

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Lutadora entra em ação logo mais pelo LFA 6, no Texas (EUA), em busca de sua terceira vitória no MMA profissional.

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O jiu-jitsu de Mackenzie Dern é sua principal arma (Divulgação/War Tribe)

A noite desta sexta-feira, dia 10 de março, é de desafio para Mackenzie Dern. Pelo card principal da sexta edição do Legacy Fighting Alliance, na cidade de San Antonio, no Texas (EUA), o desafio da vez é diante da norte-americana Katherine Roy, em peso limite combinado até 54,4 kg. A busca pela terceira vitória na carreira profissional de Mackenzie terá transmissão do canal Esporte Interativo, ao vivo, a partir das 22h55 (horário de Brasília).

Filha do lendário faixa-preta de jiu-jitsu Megaton Dias, Mackenzie sempre teve a luta em seu DNA. Criada no tatame, a bela teve que vencer também fora das academias e ginásios. Ela encarou e superou o preconceito de ser atleta de modalidades dominadas por homens, o jiu-jitsu e o MMA, e nada melhor do que lutar na semana do Dia Internacional da Mulher como motivação extra.

“Ouvi um monte de coisa quando comecei a despontar no jiu-jitsu e quando decidi migrar para o MMA. Diziam que eu não aguentaria, que era muito bonita para lutar, como se fosse mulher me impedisse de ser o que eu quiser. Superei, e fico feliz de poder mostrar ao mundo que o lugar da mulher é onde ela quiser. Quero vencer para homenagear todas as mulheres que sofrem qualquer tipo de falta de respeito”, avisa a jovem de 23 anos.

Mackenzie estreou no MMA profissional em julho do ano passado ainda pelo extinto Legacy Fighting Championship, hoje Legacy Fighting Alliance (LFA) após fusão com o Resurrection Fighting Alliance. Na ocasião, ela bateu Kenia Rosas por pontos. Na sequência, não deu chances para Montana Stewart ao finalizar sua oponente, ainda no round inicial, com um mata-leão que concorreu ao posto de Finalização do Ano do prêmio World MMA Awards.

Para manter-se com um cartel perfeito, Mackenzie se inspira em todas as mulheres que vão à luta e superam seus desafios diários. “Fico pensando como seria minha vida caso eu não me tornasse atleta. Sou lutadora, tenho uma batida intensa de treinos e lutas, mas as mulheres que não são atletas também têm suas batalhas para vencer. Acordam cedo, cuidam da casa, da família, delas mesmo, estudam, trabalham, se dedicam… é incrível. Somos guerreiras, e isso me orgulha muito”.

Atenção no nível de boxe da adversária

Para não ver sua adversária vencer e ela então homenagear as demais mulheres, Mackenzie Dern estudou detalhadamente o jogo de Katherine Roy. O ponto forte da oponente é o boxe, exatamente a área na qual a multicampeã de jiu-jitsu busca evolução. Mais uma vez em seu camp e para seguir melhorando seu jogo, o foco foi na trocação, especialmente nas combinações de kickboxing.

Roy tem uma luta profissional, e debutou com vitória. Em julho de 2016, mesmo mês da estreia de Mackenzie, a norte-americana bateu May Ooi por pontos. “Analisei e vi que a especialidade dela é o boxe, e que ela será meu maior desafio. Ela é melhor que as demais adversárias que enfrentei. Mas estou confiante, acredito ser uma boa luta para mim. Estou me sentindo cada vez melhor na parte em pé, nas quedas e no chão. Sinto que estou mais completa a cada dia, e logo mais terei nova chance para mostrar isso”, encerra.

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