Lutadores de MMA se unem em doação às vítimas de tragédia em MG

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Augusto Tanquinho, Davi Ramos, Dudu Dantas, Gleison Tibau, Marlon Moraes e Viscardi Andrade garantem mais de 2.000 litros de água mineral para afetados em desastre ambiental na cidade de Mariana.

Dudu Dantas participou da entrega da doação na Cruz Vermelha do Rio de Janeiro (Divulgação)

No dia 5 deste mês, o Brasil foi surpreendido por uma tragédia de proporções catastróficas. Duas barragens de uma mineradora se romperam na cidade de Mariana, em Minas Gerais, causando uma devastadora corrente de lama e rejeitos sólidos. Longe do local do acidente, seis lutadores de MMA decidiram se unir para ajudar as vítimas da enxurrada, que alcançou o Rio Doce e deixou milhares de pessoas da população mineira sem água potável para consumo. Augusto Tanquinho, Davi Ramos, Dudu Dantas, Gleison Tibau, Marlon Moraes e Viscardi Andrade garantiram a entrega de mais de 2.000 litros de água mineral em doação à Cruz Vermelha do Rio de Janeiro.

Na madrugada desta sexta-feira, dia 20 de novembro, o caminhão da instituição seguiu rumo o local da tragédia com a doação dos atletas. Mais cedo, na tarde de quinta-feira, Dudu Dantas acompanhou a entrega e ajudou no estoque do material na sede da Cruz Vermelha, que fica no Centro da capital fluminense, representando os atletas envolvidos na ação.

“Assim como todo o país, meus amigos de luta e eu ficamos chocados com o que aconteceu com a população da região de Mariana. Pelas imagens que vimos, deu para imaginar o sofrimento dessas pessoas. Junto com o Tanquinho, Davi Ramos, Tibau, Marlon Moraes e Viscardi, decidimos fazer algo para ajudar esse povo. Nossa doação é pouca perto do que os afetados pela tragédia precisam, mas esperamos que esse seja o pontapé inicial de uma série de doações que os integrantes no mundo da luta no Brasil podem e devem fazer”, comentou Dudu, natural do Rio de Janeiro.

Davi Ramos e Viscardi Andrade bem que queriam estar no momento da entrega da doação, mas compromissos profissionais fizeram com que eles acompanhassem a ação de longe. Em São Paulo, o lutador do UFC enfatizou a importância do ato. “O brasileiro é um povo solidário e aquelas pessoas precisam de nós. Eles não têm água potável para nada, e qualquer doação é bem-vinda”. Na Rússia para acompanhar uma competição de jiu-jitsu, o carioca enfatizou as palavras de Viscardi. “Unida, a nação brasileira faz a diferença. Seja essa diferença”.

As doações dos lutadores seguiram para a base da Cruz Vermelha montada em Minas Gerais, próxima ao local da tragédia. Em conjunto com a Defesa Civil mineira, a entidade recebe os pedidos de água e destina as doações até os necessitados. Estima-se que o número de atingidos diretamente pelo acidente seja de 35.000 pessoas – números da Cruz Vermelha RJ -, além dos milhões que sofrem indiretamente com o caos causado pelo rompimento das barragens e os dejetos que chegaram até o Rio Doce, responsável pelo abastecimento de água de mais de 10 cidades da região.

Fora do Brasil, mas engajados nas causas sociais do país

Augusto Tanquinho, Gleison Tibau e Marlon Moraes, por melhores condições de treinos na carreira, atualmente não moram no Brasil. Mas isso impede que eles continuem atentos aos acontecimentos do país. Natural de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, Marlon sentiu de perto as dores de uma tragédia. Em 2011, sua cidade e localidades vizinhas sofreram com fortes chuvas e mais de 900 pessoas morreram. Ao assistir reportagens sobre o ocorrido em Minas Gerais, a lembrança foi imediata para Marlon. “Impossível não lembrar do que vivi junto com minha família e amigos em 2011. Faço ideia da dor que as pessoas da região afetada por esse desastre ambiental estão sentindo, e por isso me mobilizei para enviar minha pequena ajuda”, recordou.

O potiguar Gleison Tibau também conhece a angustia de uma calamidade. Desde pequeno ele acompanha o drama de seus conterrâneos nordestinos com a seca. “Não tem nada mais potente que a força da natureza, seja com terremotos, chuvas ou até quando a água some e a dor é com a seca. Não entro na questão do que o Governo pode e deve fazer para ajudar quem precisa, o povo brasileiro espera muito mais deles, então contribuo para que o sofrimento de nossos irmãos seja diminuído”.

Assim como Davi Ramos, Tanquinho está na Rússia para a realização do evento de jiu-jitsu Berkut, no qual enfrenta AJ Agazarm neste sábado, dia 21. Mesmo de longe, ele lembrou a importância de pessoas públicas se engajarem nas causas sociais do país. “O Brasil tem ídolos em quase todas as modalidades esportivas pelo mundo, muitos atores, atrizes, entre outras figuras, e todos podem ajudar. Somos referências para crianças, que devem aprender esse espírito solidário e o bem desde cedo. Junto com meus companheiros, ajudamos um pouco. Esperamos que o número de doações aumente cada dia mais para que as vítimas dessa tragédia se recuperem o mais rápido possível”.

Além da doação, os seis atletas e a empresa Marketing Esporte Clube, responsável pelo desenvolvimento da ação, se tornaram parceiros da Cruz Vermelha Brasileira, e receberam um ofício de agradecimento das mãos e assinado por Luiz Alberto Lemos Sampaio, presidente da instituição na filial Rio de Janeiro.

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