Ju Thai confia em preparação com mentor para derrotar ex-campeã do UFC e subir no ranking da organização

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Há seis meses treinando com Vinicius Draculino no Texas, a mineira garante estar no auge de sua forma física para o duelo contra Carla Esparza no UFC 197.
Foto: Jozie di Maria
Faltam poucos dias para Juliana Lima voltar ao octógono do UFC após 11 meses de espera. No próximo dia 23 de abril a lutadora encara a primeira campeã da categoria peso-palha (até 52kg) do Ultimate, a norte-americana Carla Esparza, pelo UFC 197, em Las Vegas. Para triunfar, Ju Thai aposta em camp realizado em Houston, no Texas e em proximidade com seu primeiro treinador Vinicius “Draculino” Magalhães, que é faixa-preta 5° grau de jiu-jitsu e um dos melhores lutadores e instrutores da arte suave pelo mundo.
“Estou no Texas desde outubro aprimorando minhas técnicas e evoluindo demais. Voltei a ficar perto do meu grande mestre Draculino, que é um dos maiores lutadores do mundo e estou aprendendo bastante. Meu jogo de chão já está em outro nível e estou mais forte, mais madura, mais completa e mais inteligente. Além disso, estou treinando wrestling com Babak Mohammadi, que foi All-American e multicampeão na modalidade, então creio que tenha sido um camp completo e proveitoso. Estou determinada a vencer e muito confiante para esta luta”, afirma a lutadora da Gracie Barra BH e da Draculino Team.
Juliana Lima estreou no Ultimate com derrota por pontos para a atual campeã da categoria, Joanna Jedrzejczyk, em julho de 2014, na California. Quatro meses depois, em Minas Gerais, Ju mediu forças com Nina Ansaroff e venceu de maneira incontestável na decisão dos juízes laterais. Sua última aparição foi em maio de 2015, em Goiânia, no UFC Fight Night 67, quando derrotou a compatriota Ericka Almeida de forma convincente. Em seguida Ju Thai sofreu um estiramento no joelho direito e ficou impossibilitada de treinar 100% por cerca de três meses. A lesão atrapalhou, mas ela garante estar completamente curada e lembra que o período que ficou sem lutar é menor que o de sua adversária.
“Nunca fiquei completamente parada. Na época que estava lesionada eu praticava ao menos a parte do boxe. Estou sempre em treinamento, pois vivo da luta, gosto disso e preciso do meu corpo saudável para desempenhar bem a minha função. Desde meados de setembro que estou 100% fisicamente, fazendo sparring duas vezes por semana inclusive. A organização demorou a me dar um novo desafio, mas estou super feliz com a luta que me deram, pois a Esparza é ex-campeã, é uma grande atleta e está sem lutar há mais de um ano, então se fizer diferença para mim vai fazer para ela também”, assegura a mineira de 34 anos de idade.
2016 é um ano chave para Juliana Lima subir no ranking do UFC e ganhar prestígio na franquia. Para que isso aconteça, ela sonha em lutar ao menos três vezes até dezembro e conseguir impressionar os fãs e organizadores do evento com performances cada vez mais consistentes. “Neste ano quero fazer ao menos três combates e não sofrer nenhuma lesão, pois é algo que atrapalha bastante. Acredito que esse será meu ano e certamente demonstrarei que sou uma das tops da categoria, começando já no dia 23 de abril. Melhor posição no ranking e bônus por apresentação serão consequência do trabalho que está sendo muito bem feito”, promete.
Elogios de Jessica Aguilar e opinião para próxima luta pelo cinturão peso-palha
Antes de colocar Carla Esparza para enfrentar Juliana Lima, o UFC havia escolhido a campeã do WSOF, Jessica Aguilar, que fez apenas uma luta pelo Ultimate (derrota por pontos para Claudia Gadelha) como adversária da brasileira, porém a atleta da American Top Team foi cortada por lesão. Recentemente a norte-americana elogiou Ju Thai e a apontou como favorita na batalha contra Esparza. Elogios que não passaram despercebidos por Ju, que agradeceu em uma rede social e ainda demonstrou respeito e vontade de encarar a “Jag”.
“Fiquei muito feliz com a declaração da Aguilar. Sempre tive um respeito imenso por ela e fiz questão de agradecer publicamente pelas palavras que falou sobre mim. Ainda quero enfrentá-la um dia justamente por considerá-la uma das melhores do mundo. Acho que seria um show, declara Ju Thai, que soma oito vitórias e duas derrotas em seu cartel profissional.
O título da categoria estará em jogo novamente no próximo dia 8 de julho, quando a campeã Joanna Jedrzejczyk irá defender seu cinturão pela terceira vez, agora numa revanche contra a brasileira Claudia Gadelha. Para Juliana Lima o duelo será um espetáculo, mas não aponta favoritismo e diz que não torcerá por alguma. “Na categoria eu só torço por mim, tanto faz quem vai vencer. Ambas são minhas adversárias e já enfrentei uma delas inclusive, então não posso torcer por nenhuma oponente. Elas lutarão pelo objeto que eu quero ter um dia e farão uma ‘lutaça’. Que vença a melhor”, diz.

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