Após superação, Daniel Chicão relembra trajetória no MMA para estar na decisão do GP dos meio-pesados

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Lutador de Divinópolis encara decisão contra Lucas Cisco e vencedor disputará o cinturão da categoria no próximo evento.
Foto: Reprodução Facebook
Com uma sequência de três vitórias consecutivas na carreira, Daniel Chicão chega embalado para  a decisão do GP dos meio-pesados (até 93kg) no X-Fight, no dia 13 de maio, em Matão, no interior de São Paulo. No décimo-terceiro evento da franquia, o mineiro de Divinópolis encara Lucas Rosa no embate final. O vencedor irá disputar o cinturão da organização no próximo evento. 
E para estar nessa situação, Daniel teve que conciliar o trabalho e ouvir reclamações de pacientes para não desistir do sonho de ser lutador de MMA. Formado no curso de fisioterapia em sua cidade natal, Divinópolis, em Minas Gerais, com especialização na área de esportes, Daniel tem uma exaustiva rotina de segunda a sábado para estar no auge.
O dia de Chicão começa às 6h, quando sai para atender clientes em seu consultório. Em cada brecha sem pacientes, Daniel faz seus treinamentos. Às vezes usa apenas cinco minutos de sua pausa para almoçar e se dedicar mais aos treinos. Ele só chega em casa por volta das 22h.Mas os treinos o atrapalharam em certo momento de seu segmento profissional. 
Principalmente na fase do camp entre seus combates, Daniel Chicão costumava chegar lesionado para trabalhar, na época que tinha o sonho de estar no vale tudo. A modalidade, antigamente, era vista com outros olhos, principalmente para os habitantes de Divinópolis.
“Queria lutar vale tudo, mas como era mau visto pela sociedade, meus pacientes não achavam interessantes, porque eu chegava lesionado para atender. Quando teve essa mudança comecei a me dedicar mais. Trabalho como fisioterapeuta. Começo às 6h e intercalo os treinos com o trabalho.”, revela.
Além das dificuldades com sua vida profissional, Daniel Chicão sabe da dificuldade de se desenvolver nas artes marciais na pequena cidade de Minas. Segundo ele, a falta de atletas e incentivos são prejudicais na evolução em alguns momentos.“Moro em uma cidade pequena. Trabalho com poucos atletas, não tem muita matéria humana para treinar, fica complicado. Mas trabalhamos com os poucos e bons atletas. Sempre que dá vou ao Rio fazer camp com o Mestre Tatá (líder da Tatá Fight Team)”, comenta.
Estar na luta principal do X Fight 12 para Chicão é um prêmio à sua dedicação. E o lutador de 30 anos enxerga o torneio como uma excelente vitrine no MMA.
“Espero chegar ao nível máximo no MMA. O X Fight é uma vitrine interessante. Creio que vai dar tudo certo e espero que aconteça o melhor. Venho de uma boa sequência. Tive momentos difíceis em conciliar faculdade, trabalho e família, mas cheguei aqui. Estou pronto para dar meu melhor no X Fight”, comemora.

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